Humanamente Guerreando Finalizado


As fortunas abrem-se aos nossos pés
As fortunas da cama nossa
Á beira de altos caminhos
Ao lado de altos lagos
Ao lado de altos espaços
E mostramos a nós mesmos
O quanto nelas podemos ser
Muitíssimo afortunados

Somos guerreiros de nossas fortunas
Bravas altas fortunas
Aqui e ali e lá e acolá
Presentes em nossas mãos guerreiras
Que calejadas com o empunhar
De espadas altas
Portam-se como mensageiras
Do nosso gritar
Guerrear!

Guerreamos tanto!

Guerreamos nas beiradas das auroras!

Guerreamos nas beiradas dos crepúsculos!

Guerreamos com espadas do Ódio!

Guerreamos com espadas do Amor!

A que fim alto nos leva
Todo esse Guerrear
Quando nos sentamos
Em nossos túmulos
Estando já nas barreiras altas
Do Éter?

Nossas fortunas ficam
Nesta porra de mundo...

Nossas fortunas altas aqui ficam
Nesta porra de mundo...

Nossas altas fortunas aqui ficam
Nesta porra de mundo...

Corremos corremos corremos
Gritamos gritamos gritamos
Vagamos vagamos vagamos
Gritamos gritamos gritamos
Tudo tudo tudo
Fazemos nesta porra de mundo
Fazemos em busca de
Fortunas que ficam
E como humanos que não ficam
Buscamos a rota de subida
E encontramos a porta da saída

Nossas guerras por fortunas
São guerras finalizadas

Nossos gritos de vitória
São lágrimas defuntas

E continuamente
A Humanidade não aprende
Que as vitórias em fortunas
Finalizam todas as possíveis
Vitórias das não-fortunas

Se fossemos Deuses
Saberíamos o que são
As não-fortunas...

Somos pobres finais
No entanto...

E nos iludimos com fortunas
Recheadas de pó lama vômito
Efemeridade ímpar
Finalidade ínfima
Expansividade ridícula
Razão qual?


Inominável Ser
HUMANAMENTE
FINALIZADO




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