Ode À Sabedoria Perdida Dos Antigos


Velhos livros estão aqui jogados
Pelos cantos da minha morada

Velhos livros de tempos antigos
Nos quais as suas palavras
Faziam imperadores
Faziam generais
Na grandiosa arte
Das Palavras Verdadeiras

Comparando os Leões de ontem
Com as formigas de hoje
Solto triste gargalhada
Vendo o quanto a Humanidade
Desceu das altas escadas
Das visões
Das Verdadeiras Palavras

As formigas que hoje se dizem
Sábias leoninas
Rastejam entre os escombros
Das moradas dos
Sábios Da Antiguidade

Os Sábios Da Antiguidade
Aqueles Leões
Leões Que Verdadeiramente
Falavam Sobre
As Correntes Do Todo
E As Correntes Do Nada
No Grande Esquema
De Todas As Coisas Formadas!

Leões Que Sabiam
Do Despertar Dos Sóis
Das Altas Verdades!

Leões Que Rugiam
Ao Correrem Pelos
Campos Das Descobertas Reais!

Leões Imponentes
A Cada Palavra Verdadeira
Pelos Lábios A Serem
Verdadeiramente Proferidas!

Leões Possantes
A Cada Verdadeira Palavra
Pelos Lábios A Serem
Dignas Do Seu Leonino Reinado!

Como Rugiam alto
Os Antigos Leões Altos!

Como Rugiam
Esses Leões Incomparáveis!

Como Rugiam
E As Verdades
A Eles Eram
Reveladas Acima Dos Véus
Das Materiais Mentiras
Da Realidade!

Como Rugiam
E um dia
Entre Todos Os Dias
Da Infinita Criação
Os Antigos
Os Sábios
Os Leões Verdadeiros
Desapareceram junto
Com as pegadas
Da Deusa Atena
Do Monte Olimpo
De todos os que buscam
A Sabedoria Eterna...

A Sabedoria Perdida
Da Antiguidade Terrestre
Até hoje pelos que
Ainda buscam
Os Beijos Da Deusa Atena
Em suas Frontes Eternas
D'Alma Eterna
É a meta inesquecível
É a meta maior
É a meta suprema
É a meta absoluta
É a meta única

Sabendo que não podem ser
Como aqueles Leões
Os candidatos de hoje
A se tornarem
Os Leões Da Sabedoria Eterna
Nem filhotes de Leões
Conseguem ser

A Lança Da Sabedoria Antiga
Tornou-se
A Lança Da Sabedoria Perdida

A Espada Da Sabedoria Antiga
Tornou-se
A Espada Da Sabedoria Perdida

Os sábios não mais existem
Neste mundo onde tudo
É ignorância de tudo
A perder-se

Os Sábios Verdadeiros existem
Aos Braços Da Deusa Atena
Aos Braços Da Sabedoria Eterna
No Éter Olímpico estão

Os que procuram aqui
Nesta esfera material perdida
Os Braços Da Deusa Atena
Os Braços Da Sabedoria Eterna
Apenas saboreiam a podre terra
Dos podres solos
Da atual medíocre ciência
De homens nada sábios
Em suas filosofias
Em seus ismos
Em seus livros

Novos livros que ao lado
De todos os velhos livros
Merecem mais a lixeira
Do que a estante
Da biblioteca


Inominável Ser
EM BUSCA
DA SABEDORIA
DA DEUSA ATENA




Comentários

ana p. disse…
Saudações, idem, Inominável Ser.
Os livro jazem, às vezes, por serem muitos, e pouca gente ter a coragem de abrir-lhes a tumba (capa), e libertar-lhes a alma (versos/ idéias/ histórias).

Um beijo; obrigada pela visita!

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