Águas Que Apaguem Humanas Dores



Cachoeira bela

Dia de grande beleza
Dia belo
Dia de imensa riqueza

Estou nela
Humano como sou
E olho para o topo
E sinto alto torpor

Meus olhos clareiam-se
Meus olhos cegam-se
No topo da cachoeira
Uma Deusa Das Águas

Inominável Deusa
Sentada e sorrindo
Sentada sobre o manto d'água
Sorrindo para o correr d'água

Inominável Deusa
Que vê-me chorar
Chorar por todas as dores
Que carrego como humano

Inominável Deusa
Que me banha
Banha-me com Inomináveis Águas
No Espírito meu

Inominável Deusa
Lançando em mim
Águas carinhosas de Sua Realeza
Águas benfazejas de Sua Verdade

Inominável Deusa
Sendo as Águas
Inomináveis Águas
A me aliviarem

Inominável Deusa
Das Cachoeiras
Bela E Celeste
Bela E Divina

Inominável Deusa
Que ao cair da chuva
Desaparece do alto
Da cachoeira

As Águas com Ela
Estão
E eu fiquei solitário
Na cachoeira então

As Águas com Ela
Estão
As dores minhas comigo
Eternamente continuarão

As Águas Dos Deuses
Não apagam
As humanas dores
Eternamente

Águas Dos Deuses
Que assim as apagassem
São Águas
Inexistentes

Mais próximas de nós humanos
São as humanas águas
De dores todas
Eternamente


Inominável Ser
QUERENDO
O DESAPARECER
DE SUAS DORES




Comentários

pedro pan disse…
, que as águas de a deusa não sejam de dores. mas para lavar as dores...
, agradecido pela visita em quimeras. volte quando desejar.
|abraços meus|

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