Quando Éramos Deuses Inocentes



Pergaminhos rasgados leio,
Sentado aqui solitário em meu
Quarto de mortal solitário,
Exibindo-me para mim mesmo
As lágrimas de lembranças boas
De maravilhoso passado...

Teimo em pensar no passado,
Mas porque deveria eu,
Desperto do Grande Sono
De Maya,
Falar de um presente
Preenchido de violências,
Falar de um futuro
Que se anuncia
Ainda mais preenchido
De outras violências?

Sou teimoso,
Amo o passado,
Amo O Ontem Glorioso
Do Planeta Terra,
Amo As Idades De Ouro,
Amo as Idades nas quais
Éramos Deuses Inocentes!

Sou nostálgico,
Sou brega,
Sou ultrapassado,
Sou antiquado,
Sou um Deus Caído
Diante de meu altar,
Altar de retalhos,
Retalhos das minhas
Vestes De Deus,
Deus de qualquer
Panteão,
Deus De Todos
Os Panteões,
Panteões hoje
Verdadeiramente
Incompreendidos...

Quando éramos inocentes,
Humanos,
Quando eramos
Deuses Inocentes,
Nossos sorrisos moviam
Todos os campos,
Nossos risos motivavam
O nascer do sol,
Nossos olhares faziam
A lua refletir mais forte
A luz solar,
Éramos a alvorada,
Éramos o crepúsculo,
Éramos as noites,
Éramos os dias!

Meus pergaminhos rasgados
Contam-me isso,
Meu Olhar
Mostra-me isso,
Meu chorar
Garante como Verdade
Isso...

Era tudo clareza...

Era tudo beleza...

Era tudo Luz...

Era tudo Belo...

Como sou nostálgico,
Como o sou!

Perante toda a loucura
Do Hoje,
Diante dos crimes
A cada esquina,
Diante dos insignificantes
A governarem milhões,
Diante dos tolos
A acreditarem em suas ilusões,
Sou um elo frustrado
Com o passado,
O Ontem De Ouro,
Neste
Hoje De Lata...

Meus pergaminhos rasgados...

Tento recuperá-los...

Tento,
Com mãos mortais,
Mãos humanas culpadas
Como todas as atuais
Mãos humanas culpadas,
Recuperar cada pergaminho
Em sua original
Aparência...

Não consigo
A recuperação de todas
As letras deles...

O Mistério Dos Deuses
Já em mim não vibra,
Já não vibra
Nesta Humanidade
De entes a vibrarem
Pelas colheitas de alimentos
Mortais demais...

Não me recupero...

Não recupero
A minha
Inocência...

Tudo inocente
Quando éramos
Deuses Inocentes...

Destruída a Deusa Inocência
Hoje...

Fugitiva a Deusa Inocência
Deste mundo
Hoje...

VOLTAI,
DEUSA INOCÊNCIA,
VOLTAI,
VOLTAI,
VOLTAI,
VOLTAI,
VOLTAI,
VOLTAI,
VOLTAI,
VOLTAI,
VOLTAI,
VOLTAI!!!

A HUMANIDADE
DE TI PRECISA!!!

OS QUE SE LEMBRAM
DAS IDADES DE OURO
DE TI PRECISAM!!!

VOLTAI!!!

VOLTAI!!!

VOLTAI!!!

Voltai...

Deusa Inocência,
Voltai...

Milhares estão cansados
De no Hoje
Serem culpados...

Eu estou cansado
De no Hoje
Ser um dos culpados...

A Senda Da Inocência
Novamente aqui,
Aqui na Terra
Povoada de culpados
No Hoje,
É uma eterna esperança
Em nós que estamos cansados,
Esperança que não se rasga
Mesmo atacada
Pela Deusa Culpa
E a Sua Senda...

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