Tempos De Harmonia


Eram tempos de maravilhas amigas,
Amigas das notas sinfônicas
Das Músicas Cósmicas
Em Nossas Almas Ainda Jovens
A Tocarem Para A Jovem Face
Dos Primeiros Filhos Maiores
Da Terra.

Tempos aqueles nos quais
Os Vulcões Interiores
Dos transeuntes nas sendas
Dos horizontes terrestres
Não eram levados ao extremo
De serem predadores naturais
Como os Vulcões de hoje.

Tempos antigos amados,
Amados pelos que no Hoje
Ainda possuem A Memória,
A Memória de bálsamos de glória,
Os Bálsamos Maiores
Da Vida Dourada
Nos Primeiros Tempos Terrestres.

Tempos De Harmonia,
Tempos Da Deusa Harmonia,
A Harmonia Cósmica,
A Amada Hoje Aqui Na Terra
Perdida,
Perdida e substituída
Por rudes desarmonias...

Tempos como os de Danu,
Tempos da Aurora Terrestre,
Ó Tempos Tempos Tempos
Que as minhas lembranças
Fazem-me sempre retornar,
Fazem-me sempre retornar!

Tempos que me fazem chorar,
Chorar chorar chorar,
No Hoje estou sem direção harmônica,
Meu Amanhã anuncia-se desarmônico,
Minhas gotas de pequenas esperanças
Cairam já todas no Nada Verdadeiro...

Conto hoje os meus dias,
Conto hoje os dias da Humanidade,
Dias desarmônicos,
Dias de desarmônica impiedade,
Deitando-me na lagoa das lembranças
Daqueles Tempos De Harmonia Em Esperanças
Que não retornarão...

Tempos distantes de mim...

Tempos distantes da Humanidade...

Tempos Tempos Tempos
Das Idades De Ouro,
Ò,
Idades Inesquecíveis De Ouro!

Choro por Elas
Submetido ao meu morrer
Nestes Novos Tempos
Desarmônicos!

E vejo-me sozinho
No alvorecer de minhas lembranças...

Quem mais se importa em relembrar-se
Daqueles Tempos De Harmonia?


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