A Uma Deusa Que Jamais Me Ouviu



Durante pouco tempo
Fui novamente um Deus
Que sonhou,
Como há Eras
Sonhava,
Com as grandes delícias
De um grande amor.
Fui novamente um Deus
Para uma Deusa,
Aquela que eu Via
Bem diante das
Altas Esferas.
Fui novamente um Deus
A amar,
A amar...
Seco foi o despertar,
Não sou mais Deus de nada
Sendo um mero humano
De muitos nadas
E não tenho a Vossa apreciação,
Deusa Afrodite.
Aquela Deusa esvaiu-se
Nas névoas d'alma minha
Que destruiram todas
As calmarias
Que antes tinha obtido...
Calmarias...
Sonhos...
Caminhada pacífica...
Caminhada alegre...
Caminha que valia a pena
Para a alma minha
Tão pequena...
Mas Tu,
Deusa Afrodite
Que jamais me ouviu,
Pela última vez também
Não me ouviu...
Estou cansado
De ser um Deus a amar
Deusas irreais
E a sonhar com
Olimpos de maravilhas eternas
Que inexistentes são
Nesta Esfera Material
Em meu existir...
Verto uma lágrima
Do Deus que agora sou,
Deus de angústia alta,
Deus de tristeza alta,
Deus de amargura alta,
Deus de solidão solidão solidão,
SEMPRE A DEUSA SOLIDÃO
A ME OUVIR E ATENDER,
Caído em poços lacrimosos
De infinita inexatidão...
Eu choro...
Choro,
Deusa Afrodite...
Choro...
Fostes a última vez
Que eu tentei ser
Um outro tipo de Deus,
Outro tipo de Deus
Que já esqueci que existe,
Extingui de minha
Vontade de humano
Que sempre come terra!
Esqueci-me,
Deusa Afrodite,
De tudo o que Tu És
Para os que são Deuses
Amados,
Para os que são Deuses
Que sabem amar!
Não sou um Deus
Amado...
Não sou um Deus,
Agora,
Que ainda saberá amar...
Sou apenas um humano
De lacrimoso mar,
Humano que Tu,
Deusa Afrodite,
Deusa Do Amor,
Amor que não conheço,
Jamais ouviu...
Jamais...
Jamais...
Jamais...
Jamais...
Jamais...
Jamais...
Jamais...
Jamais...

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