Deusa Amada Inominável - Canto VI


Nos Templos Da Deusa Escuridão,
Na exatidão profunda dos ramos
Das maiores árvores plantadas
Nos gigantescos solos
Dos mais elevados planetas,
Tu caminhas,
Deusa Amada Inominável
Entre As Trevas E As Luzes,
Entre O Brilho Da Aurora
E O Manto Obscurecente
Do Crepúsculo!

Seduzido vou,
Seduzido por Vossas Trevas,
Seduzido por Vossas Luzes,
Irrompendo como bardo desafinado
Em melodias de violões cansados
Tocados por menéstreis sonolentos,
Ao encalço de Vossas Belezas Ocultas
Nas Frutas Das Trevas,
Nas Frutas Das Luzes!

Inominável,
Inominável,
Inominável,
Inominável prazer
Nas Trevas!

Inominável,
Inominável,
Inominável,
Inominável prazer
Nas Luzes!

Os temores do meu humano
Nominável Ser
Assumem diante de Ti,
Diante mesmo de Ti,
Pois não tenho dúvidas
Quanto ao Vosso Caminhar,
Quanto aos Vossos Passos,
Ao meu lado,
Nos grandes dias tristes
E nas alegres noites desprezíveis!

Tão mais suportáveis
São os meus dias tristes,
Senhora Inominável
Das Trevas E Das Luzes!

Tão mais suportáveis
São as minhas noites desprezíveis,
Senhora Inominável
Das Trevas E Das Luzes!

Em Vossos Pés,
Vossos Pés que dignificam
Meus sujos pés
Ao pisarem em meus
Sujos passos,
Encontro meu prato predileto
Nas Trevas,
Encontro meu prato predileto
Nas Luzes!

E,
Como todas as
Deusas Amadas Inomináveis,
Vós estais a sorrir,
A sorrir,
A sorrir,
A SORRIR,
A SORRIR,
Para este bardo infeliz,
Para este bardo solitário,
Para este bardo maldito,
Para este bardo inominável
Que se alimenta
Das Trevas,
Que se encontra
Nas Luzes!

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