Pseudodeuses



Giantescas ondulações me perturbam
Quando nas rotas de dimensões
Dos meus atos puros
Encontro aquoso todos os meus
Erros estúpidos.

Nas águas do meu Eu,
Nas águas do meu Outro Eu,
Deus Poseidon,
Sou pseudodeus
De ferido coração.

Quantos pseudodeuses,
Deus Poseidon,
Já não arremeteram contra
Ondas vibrantes de dores
Que os afogaram?

Quantos pseudodeuses,
Deus Poseidon,
Deste Mar Material
No Grande Mar Material,
Já não choraram em toda praia?

Quantos pseudodeuses,
Deus Poseidon,
Já não tentaram Vosso Tridente
Tocar,
Tocar e portar?

Quantos pseudodeuses,
Deus Poseidon,
Tocando Vosso Tridente,
Já não se transformaram
Em peixes sem mar...

Sou dos Mares Antigos,
Meu nadar é antigo,
Meu nadar é dos Antigos,
Tronos marítimos longínquos
Possui se, desafios.

Todo humano é um pequeno mar
Que tenta ser grande mar,
Deus Poseidon,
E Tu Sabes como nos perdemos
Nos afundamentos...

Todo humano é tubarão já morto
Por outros tubarões,
Deus Poseidon,
E Tu Sabes como nós humanos
Nos afundamos...

Pseudodeuses!

Pseudodeuses!

Pseudodeuses!

AH,
PSEUDODEUSES!

Marchamos em terra,
Humanidade,
Nossa terra de crueldades,
Nossa terra de maldades,
Nossa terra de impiedades!

Nós marchamos na terra sangrenta
E da Verdadeira Grandeza Dos Mares
Nos esquecemos nadantes
Por medíocres mares
De nossos interiores continentes...

Quando seremos...

Quando teremos...

Quando veremos...

Quando ouviremos...

Mar...

Mares...

Ondas Dos Verdadeiros Mares...

Ondas Vossas,
Deus Poseidon,
A fazerem de nós
Deuses reais,
Pseudodeuses não mais...

Pseudodeuses não mais...


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