Como Crianças Assustadas...


Pequenas moradas

De vadias sombras

Violeta

Violeta

Violeta é a cor

Da violenta

Falta de sabor

Diante do ardor

Da violência

Do humano desamor

A corromper

A mais que

Decadente

Decadente

Decadente estampa

A adornar insana

As nossas moradas

De papel

De pincel

De portas quebradiças

De janelas arrombadas

Dentro das panelas

De alimentos

Envenenados

Envenenados

Envenenados pelo nosso

Medo de seguirmos

Verdadeiramente em

Nossos caminhos

Sem o auxílio

Dos dogmas vãos

Das crenças vãs

Dos guias vãos

Dos palavreados vãos

Daqueles que

Com sua esperteza

De abutres de todo sim

Para nosso todo não

Nos mantém como

Crianças assustadas

Crianças assustadas

Crianças

Asssustadas

Crianças

Assustadas

A ouvirem outras

Crianças assustadas

Crianças assustadas

Crianças

Assustadas

Crianças

Assustadas

Pois nada mais

É O Homem

Do que uma

Ordenação de indivíduos

Em uma

Grande creche

Na qual

Se crê que

Os Seres Superiores

Tomem conta

Mas

Os Seres Superiores

Mais o que fazer

Tem

E Eles

Ainda por cima

Não paparicam

Crianças

Crianças

Crianças que

Em suas brincadeiras

Afugenta-os

E com suas lágrimas

Desagrada-os

Pois somos

Brinquedos

Brincando com

Brinquedos

Que são nós mesmos

E crianças chorosas

Chorando

Ao colo de pais

Imaginários

E ao colo de um

Pai Imaginário

Pois Ele

Não Existe Para

Também Paparicar

Crianças

Ele Existe

Para Ensinar-Nos

A Sermos

Adultos

E A Como

Adultos

Auxiliarmos

As Crianças

Que Ainda Não São

Adultos

A Alcançarem

A Maturidade

De Suas

Caminhadas

Sem

Paparicá-los

E Sem

Educá-los

Pois

A Educação Verdadeira

É Interior

E palavras vãs

Dos lábios

De educadores vãos

Apenas aumentam

A nossa

Infantilidade

Infantilidade

Infantilidade

Infantilidade que

Nos faz ainda

Tão crianças

Tão crianças

Tão

Crianças

Tão Crianças

Tão Crianças

Tão

Crianças

Em um mundo

Em um Universo

Em uma Criação

Que necessita

De Adultos

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