quinta-feira, outubro 25, 2007

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Embelezantes Verdadeiras Ondas Do Mar


Ondas batendo e eu perto do marítimo lar,

o lar do Grande Lar Dos Seres Das

Universais Águas Da Criação

a banharem as Esferas Existenciais e a tornarem

mais suportável

a Materialidade...


Acompanho as ondas de perto,

Bem de perto deste meu coroado

Centro de despertos medos,

Medos das noções errôneas

De ser-me dada errônea onda

Onde posso nadar.


Janays,

Amalys,

Darysmys,

Mysa,

Nadya,

Eleya,

Janaína,

Iemanjá,

Deusas Das Águas,

Não apenas as terrestres

E as vísiveis,

Deusas Das Águas Universais

Dos Oceanos Cósmicos,

Deusas Dos Ocultos Oceanos

Entre Os Mundos,

Dão-me a onda entre as ondas

Mais corretas,

Nado nela,

Nado sem celas,

Nado tendo a meta

De ser-me concedida

A Coroa Dourada

Dos Dourados Navegantes

No Império Do Deus Poseidon.


Nado Na Virgindade Amável

Das Verdadeiras Águas.


Nado Na Beleza Celeste

Das Verdadeiras Águas.


Nado Na Corrente Serena

Das Verdadeiras Águas.


Vou me guiando pelos Cantos Ocultos

Das Verdadeiras Sereias,

As Sedutoras

Musas Das Verdadeiras Águas,

minhas Irmãs,

Irmãs Que Sabem Nadar Nos

Profundos Lares Entre Os Lares Do Marítimo Lar...


Peixes me abraçam,

Abraços de peixes em meio

Ao Marítimo Luar,

A Lua Dos Mares Revela

A Deusa Selene Abraçando

O Deus Poseidon

Para A Procriação

Das Verdadeiras Marés

De Todos Os Oceanos

Da Criação,

Marés Das Esferas,

Marés Dos Triangulares Centros,

Marés Dos Quadrangulares Centros,

Marés Dos Pentagonais Centros,

Marés Dos Hexagonais Centros,

Marés Dos Heptagonais Centros,

Marés Dos Octogonais Centros,

Marés Dos Eneagonais Centros,

Marés Dos Decagonais Centros.


O Mestre Peixes Chama Pelo

Mestre Aguadeiro,

Derramada Em Todas As Criaturas

Da Terra

A Mesma Água Que Banha

A Estrutura Da Criação

Em Espaços Doadores

De Vidas A Mais

Para Todas As Vidas Além

Dos Caminhos Todos

Existenciais.


Caminhos Da Pluriessência

Das Verdadeiras Águas.


Caminhos Da Omniessência

Das Verdadeiras Águas.


Caminhos Da Uniessência

Das Verdadeiras Águas.


Sereias me seduzem, Sedução, Verdadeira Sedução,

Sedução Marítima,

Marítima Sedução,

Aquela Sedução Que Apenas Ao Nadar Em Um Mar

Do Grande Mar Da Criação Se Pode Ter,

Sedução que eu queria como extendida

a todo humano ser...


Brilham As Sereias,

Verdadeiras Sereias,

Verdadeiras Belas Sereias,

Filhas Dos Verdadeiros Eflúvios

Do Grande Mar,

Filhas Dos Verdadeiros Fluidos

Do Grande Mar,

Filhas Dos Verdadeiros Fundamentos

Do Grande Mar,

Filhas Cósmicas Do Grande Mar

E não de Nereu,

Filhas Cósmicas,

Verdadeiras Filhas,

Do Cósmico Ser

Do Deus Poseidon.


Nadam,

Elas nadam comigo,

As Sereias,

As Verdadeiras Sereias,

Nadam comigo,

Gigantes Ocultos Dos Mares

Do Grande Mar

Neste Mar Terrestre

Juntam-se ao nosso

Verdadeiro Nadar,

Sedutor Nadar,

Sou seduzido,

Sou conduzido,

Com Elas tenho filhos,

Verdadeiros Filhos Que São

Os Inícios De Todo Meu

Verdadeiro Mar.


Verdadeiro Mar Sagrado

De Verdadeiras Águas.


Verdadeiro Mar Divino

De Verdadeiras Águas.


Verdadeiro Mar Sideral

De Verdadeiras Águas.


Quisera eu que cada um de vós,

humanos irmãos nadantes no humano mar,

pudesse com aquelas Sereias,

Verdadeiras Sereias,

nadar...


Desejem Nadar Com

As Verdadeiras Sereias

Nas Verdadeiras Águas.


Desejem Nadar Com

As Verdadeiras Sereias

Nas Verdadeiras Águas.


Desejem Nadar Com

As Verdadeiras Sereias

Nas Verdadeiras Águas.


Pois A Musa Melpomene

A Ser-Lhes Mãe Maior

No Trágico Poético Despertar

Concedido Aos Que

Verdadeiramente Nadam

No Grande Mar,

Nos Mostra A Todo Instante

Do Cair De Nosso Humano Suor

No Calor Distante De Todo Mar

A Tragédia De Não Estarmos A

Verdadeiramente Nadar

Neste Grande Mar Que É

A Criação Toda Na Qual

A Residir Estamos

Sem Muito Pensar

Em Todas As Embelezantes

Verdadeiras Ondas Do Mar.


Nadaremos todos juntos com Elas

no Grande Dia Do Amanhã Do

Grande Mar Da Criação,

Grande Mar Que Em Tal Amanhã

Nos Tornará Verdadeiros Nadadores

Para Todo Verdadeiro Mar

A Dele Ser Filho

Em Todo Verdadeiro Habitável Lar...




terça-feira, outubro 23, 2007

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O Nome Da Melancólica Deusa


Vejo em uma janela,

A Janela Das Auroras Divinas

Das Moradas Sublimes

Da Atmosfera Cinzenta Da Criação,

Uma Deusa Senhora

De Divina Face Melancólica,

Divina Deusa Melancólica,

Divina Melancólica Deusa.


Em Seus cabelos,

Cabelos A Tecerem Com Todas

As Constelações Universais

O Manto Automanifestante

Das Coisas Que Se Realizem

Nos Outros Raios Dos Sóis,

Flores,

As Flores Cósmicas,

Flores Cósmicas Colhidas

No Jardim Dos Deuses Desterrados

De Suas Antigas Moradas.


Estou curioso,

Curioso,

Sei que Ela não é uma

Das Deusas Amadas Inomináveis,

Sei que Ela foi conhecida

Por um Grande Nome,

Um Verdadeiro Nome

Como Verdadeiros São Todos

Os Não-Nomes

Dos Inomináveis.


Curiosidade,

Curiosidade insinuante,

Curiosidade insistente,

Tenho que saber

O nome Dela...


Seria o Nome Dela

Xapanamaraka,

Aquela Que Beijava

As Estrelas Das Auroras

Das Extremas Praias

Cósmicas?


Seria o Nome Dela

Bridanama,

Aquela Que Tocava A Harpa

Despertante Das Almas Celestes

Dos Tronos Das Terras

Da Verdadeira Coroa

Das Elevadas Almas?


Seria o Nome Dela

Zarthyra,

Aquela Que Encantava

O Sol Azul Das Cosntruções

De Todas As Arquitetônicas

Formas Planetárias?


Seria o Nome Dela

Galyl Laomas Deramana,

Aquela Que Dançava Com

A Imortal Fênix

Durante Os Mil Anos Infinitos

Das Mais Desconhecidas

Infinitudes?


Seria o Nome Dela

Ophela Mara,

Aquela Que Conduzia

Os Filhos Das Gloriosas Terras

Dos Cânticos Salvadores

Das Mais Harmônicas Esferas

Ao Colo Dos Engenheiros Siderais

Que Constroem A Todos

Os Universos?


Seria o Nome Dela

Gele Maoperetrauzan,

Aquela Que Existia Para

A Própria Existência Eterna

Ter A Expansão Querida

Pelo Seu Útero Formador

Das Maiores E Das Menores

Existências Moldadas?


Seria o Nome Dela

Jalla,

Aquela Que Amamentava

Os Espíritos Cósmicos De

Todos Os Automanifestos

Momentos Nascentes

De Todos Os Oceanos Ocultos

Dos Mundos?


Seria o Nome Dela

Eddamma,

Aquela Que Imantava

A Espada Protetora Das Coisas

Que Transitam Radiantes

No Dia Da Criação?


Seria o Nome Dela

Iddamma,

Aquela Que Imantava

A Espada Protetora Das Não-Coisas

Que Transitam Radiantes

Na Noite Da Criação?


Seria o Nome Dela

Edmma,

Aquele Que É

O Dia Da Criação?


Seria o Nome Dela

Idmma,

Aquela Que É

A Noite Da Criação?


Minha Visão falha,

O Nome Dela escapa,

Escapa como as pétalas

Da Flor Cósmica

De branca roupagem

Que perto Dela

Se encontra

Na Janela,

Janela toda a mostrar

As Nuvens Da Criação,

As Nuvens De Uma Criação

Que Teve A Todos Os Seus Deuses

Desterrados De Suas

Antigas Moradas...


Um pássaro,

Um Deus talvez,

Um Deus sim,

Cujo Nome também me escapa,

Está perto Dela...


Ele,

Um Deus,

Deve Saber-Lhe O Nome...


Ele,

Ele Um Deus,

Deve Saber...


Ele,

Um Deus,

Sabe,

Sabe O Nome

Dela...


Ela me chama com Seu

Melancólico Olhar,

Ela me conhece,

Eu A conheço,

Em alguma Esfera,

Em algum Mundo,

Em alguma Era,

Estivemos juntos

Em Divina Caminhada...


Melancolia Das Coisas

Automanifestadas

E Moldadas,

Não me lembro

Do Nome Dela

Por eu ser um Daqueles

Que auxiliaram

No Desterro Dela

E de todos os demais

Deuses

De Suas Antigas Moradas?


A Melancolia,

A Deusa Melancolia,

Responde que eu sou

Um Daqueles

Realmente...


Contudo,

O Nome Da Deusa,

Da Deusa que me chama,

A Melancólica Deusa

Que me chama,

Permanece obscuro e desconhecido

Entre as minhas muitas nuvens

De melancólicas criações

De diários esquecimentos

Dos Verdadeiros Nomes De Todos

Os Seres

E De Todas

As Coisas,

Os Verdadeiros Nomes

Que eu Conhecia...




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Grande Tigre E Dias Felizes


Quero hoje contar de uma

Feliz lenda de cunho

Mui milenar

E mui familiar

A todo ser humano que compreende

Que toda lenda

É apenas lembrança

Do Alto Dourado Lar.

A lenda fala de tigres,

A lenda fala de Amor,

Amor assim mesmo com A

Bem maiúsculo,

Pois é O Amor Das Altas Esferas

Espelhado Em Todas

As Pequenas Humanas Criaturas.

A lenda é a de um tigre,

A lenda é de um Amor,

Tigre feliz pelas estações

Dos felizes anos antigos

Da Antiga Humanidade,

Amor,

Feliz Amor,

Dos Deuses Das Altas Esferas

Pelos pequenos e grandes Deuses

Da Antiga Humanidade.

A lenda é do Grande Tigre,

O Tigre Dos Deuses,

O Animal Sagrado Maior

Que uma das

Deusas Amadas Inomináveis

Consagrou como

O Felino Doador

Do Amor Das Altas Esferas

À Antiga Humanidade.

A Lenda Do Grande Tigre,

O Tigre,

O Grande Tigre,

Aquele que trazia aos antigos,

Aos Verdadeiros Homens,

Às Verdadeiras Mulheres,

Dos Antigos Tempos Dourados,

Dourados Tempos,

O Amor Das Altas Esferas

Nascido Do Amor Entre

Os Deuses Do Verdadeiro Amor

E Os Deuses

Da Verdadeira Felicidade!

O Grande Tigre Amava!

O Grande Tigre Era Amoroso!

O Grande Tigre Era Amável!

O Grande Tigre Era Amante!

O Grande Tigre Era Dourado!

A História Dele,

Hoje,

É Alta Lenda

Para Os Poucos Seres,

Nomeáveis e

Inomináveis,

Ainda Dourados!

Lenda Amada!

Lenda Amorosa!

Lenda Amável!

Lenda Amante!

Lenda Dourada!

Amada Lenda!

Amorosa Lenda!

Amável Lenda!

Amante Lenda!

Dourada Lenda!

Lenda...

Lenda...

Uma lenda,

Uma lenda apenas,

Hoje...

Hoje,

Apenas,

Uma lenda desconhecida

Por esta Falsa Humanidade...

Quisera eu contar tal lenda

Todo dia,

Lenda que traz ventos felizes

Para corações mui sacrificados

Pelos ventos felizes

Da civilização de lata...

Quisera eu contar tal lenda

Todo dia!

Porém,

Não posso contá-la,

Os ventos infelizes

Carregam-me para as não-lendas

Das minhas lágrimas...

E carregam todos vós

Para as não-lendas

Das vossas lágrimas...




quinta-feira, outubro 18, 2007

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Os Antigos Tempos Dos Selvagens Idílios


Tambores tocados nos campos

Que sangram

Nas campanhas

Dos tenebrosos

Homens dados

Aos selvagens idílios!


Tempestades vitais das coisas

No rumor das batalhas justas

Nos estados justos

Dos retalhos que são partes

Da História Humana!


Tambores

Tempestades

O Machado Cortante

O Machado Das Eras

Os Filhos Do Ontem

Fazendo correr

Verdadeiro Sangue

O Verdadeiro Licor

Do Saber Dos

Selvagens Idílios!


Selvagens homens

Selvagens mulheres

Terras inundadas pelos anseios

Do Deus Ares

Terras inundadas pelos tremores

Dos Deuses Da Deusa Guerra

Os Anseios Do Deus

Que Oferece

O Verdadeiro Guerrear

Os Tremores Dos Deuses

Que Oferecem

As Verdadeiras Batalhas!


Crânios esfacelei

Sangue de crânios bebi

Muitos guerreiros decapitei

Muitas guerreiras decapitei!


Todos nós

Esfacelamos crânios

Todos nós

Bebemos sangue em crânios

Todos nós

Decapitamos muitos guerreiros

Todos nós

Decapitamos muitas guerreiras!


Selvagens triunfamos

Decapitando

Selvagens celebramos

Decapitando

Selvagens amamos

Decapitando

Selvagens corremos

Decapitando

Selvagens voamos

Decapitando

Selvagens caminhamos

Decapitando

Selvagens odiamos

Decapitando!


Oferecemos nosso sangue

À Donzela Guerreira Dos Campos

Das Verdadeiras Batalhas

E beijamos as palmas das Mãos

Do Cavaleiro Negro Das

Encruzilhadas Sangrentas

E recebemos

A Grande Senhora Guerreira

Em nossos decapitantes

Corpos

Corações

Mentes

Almas

Espíritos

Sob a égide

Do Deus Ares

Sob a égide

Dos Deuses Da Guerra!


Corpos Oferecidos

Ao Grande Lobo

Da Guerra!


Corações Oferecidos

Ao Grande Corvo

Da Guerra!


Mentes Oferecidas

Ao Grande Tigre

Da Guerra!


Almas Oferecidas

À Grande Águia

Da Guerra!


Espíritos Oferecidos

Ao Grande Leão

Da Guerra!


Verdadeiras Existências Guerreiras

Oferecidas

Ao Grande Dragão

Da Guerra!


Avançamos assim

Naqueles Antigos Tempos

Da História Humana

Que os fracassados livros

De História atuais

Não narram mais!


Antigos Tempos

Não são narrados mais

Os Antigos Tempos

Dos Selvagens Idílios

Não são narrados mais!


Se narrados ainda fossem

Nestes fodidos novos tempos

De decadente Humanidade

Crânios indignos

Seriam esfacelados

Sangue indigno

Seria bebido neles

Decapitados estariam

Os guerreiros fodedores

Desta Humanidade

Atualmente!


Aqueles Antigos Tempos

Dos Selvagens Idílios

Eram Tempos

Mais Verdadeiros!


Naqueles Antigos Tempos

Dos Selvagens Idílios

Ainda Éramos

Deuses Sorridentes...