Os Ridículos Deuses Das Humanas Torres Que Gemem


Dez milhões,

Dez trilhões,

Dez quatrilhões,

Afinal,

Quantos são os anos contados

Da Queda Do Homem,

Pelos nobres cientistas fracassados

Da nossa civilização

De vexames?


Montanhas rodopiaram,

Velhos gritos amortecidos

Pelos vacilos das humanas mentes

Que se venderam aos crimes

De serem menos do que mentes,

Mentes moldadas pelo

Big Brother,

Mentes moldadas pelo

Falso Cristo,

Mentes moldadas pela

Política que apenas mata e engana,

Mentes moldadas pelo

Poder corrompido da palavra

Que vem da parte podre da mídia,

Mentes moldadas pelos

Carnavais de apodrecimento

Que são as festas diárias

Da humana mortalha

De humanas farpas

Acarinhadas!


Reino...


Que Reino?


Império...


Que Império?


Civilização...


Que Civilização?


Governo...


Que Governo?


Razão...


Que Razão?


União...


Que União?


Evolução...


Que Evolução?


Verdade...


Que Verdade?


Ora ora ora ora ora,

Ridículo membro

Da Humanidade,

Ridículo Deus

De face humana

Que nunca verá

A Ambrosia Oculta

Da Cósmica Chama,

Bin Laden

Ou Adolf Hitler

Ou George Bush

Ou Napoleão Bonaparte

Ou Fernandinho Beira-Mar

Não são os maiores vilões,

Os Anticristos,

Desta nossa Terra

Na qual todos nós somos

Os culpados pela

Queda nossa,

Queda que se insere

Tanto no estupro de uma

Menina de doze anos

Quanto no roubo de milhões

Dos cofres de um Estado

Dito como bem organizado!


Acorda acorda acorda

Desse sonho de prepotência

E arrogância,

Sua ridícula humana,

Seu ridículo humano,

Sua Ridícula Deusa,

Seu Ridículo Deus!


Acorda acorda acorda,

Aviões se chocam contra

As suas torres de barro,

Infinitamente tu és profanada,

Infinitamente tu és profanado,

Caem as suas

Torres,

Esfacelam-se as suas

Torres,

Morrem as suas

Torres,

Torres queimando

Pedras,

Pedras derrubando

Torres,

As Pedras

Das Humanas Almas

Que Caem,

As Torres

Das Humanas Almas

Que Gemem,

As Humanas Torres

Que Gemem

Que Gemem

Que Gemem

Que Gemem

Que Gemem

Que Gemem

Que Gemem

Que Gemem

Que Gemem

Sem reticências,

Sem vírgulas,

Sem pontos finais

Que aqui nesta poesia

De um Ridículo Não-Deus

Lacrimoso

Se faz gemido

Se faz gemido

Se faz gemido

De

Uma

Torre

Que

Muito

Caiu

Ao

Lado

De

Todas

As

Humanas

Torres

Que

Sempre

C

a

i

r

ã

o

.

.

.


Inominável Ser

RIDÍCULO NÃO-DEUS

QUE É

RIDÍCULO DEUS

VENDO AS RUÍNAS

DE SUAS HUMANAS TORRES

E TODAS AS RUÍNAS

DE TODAS

AS HUMANAS TORRES

GEMENDO

E

C

A

I

N

D

O




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