Oculta Cascata D'Alma Humana


Nobres águas...

Nobres cascatas...

Descidas...

Diretas descidas...

Cascatas...

Almas...

Cascatas...

Humanos...

Cascatas...

Almas...

Cascatas...

Muitas...

Cascatas...

Todas...


E elas são

As Cachoeiras Internas,

Aquelas tão antigas

Fontes de equilíbrio

Que temos inativas

E até algumas ativas

Em nossas Florestas Internas...


Mas,

Quem se habilita

A Ser Cascata?


Mas,

Quem se habilita

A Deixar-Se Levar

Como Cascata?


Moran,

O Homem Sabe,

Em Sua Alma,

Ser Cascata?


Amigo Moran,

Grande amigo Moran,

O íntimo escapa,

Tudo fugindo,

Cachoeiras morrendo,

Cachoeiras mortas,

Cachoeiras extintas,

Tanto dentro d'alma

Quanto fora d'alma...


No Grande Campo Dos Destinos,

Campo Das Cascatas

Da Existencialidade,

O ser humano afoga-se,

Ele n'alma não é

Cascata,

Ele n'alma não quer ser

Cascata,

Ele n'alma não conhece suas

Cascatas...


Reconheço e meço

Minha Cascata,

Moran,

Cada verso aqui

É um pouco d'água

Que ela verte,

Cada texto além

É toda a água

Que ela verte...


Inclino-me em minha

Cascata,

Meu amigo Moran,

Inclino-me,

Arrebento algumas rochas,

Inimigas formidáveis,

Chego a pedras cálidas

E encontro pedras suaves,

Piso nelas,

Quebro-as,

Como o pó

E eis que sou então

Filho E Pai E Irmão

Compreensivo Do Pó

De Ser Humano

Em Cascatas!


Pobres são aqueles,

Moran,

Amigo Moran,

Que não conhecem

Seu próprio pó

E nem O Pó Que É

A Humanidade,

Vivendo engolfados

Nas ledas mentiras

Da mortalidade,

Morrendo afogados

Após cairem nas

Cascatas Da Materialidade...


Inominável Ser

EM SUA CASCATA

PELAS CASCATAS

DE SEU AMIGO

MORAN




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