Ocultas Folhagens D'Alma Humana


Estancar...

Destacar...

Plantar...

Receber além?

Ter acolá?


Tirando lagos...

Traindo risos...

Tramando lágrimas...

Tudo em patamar?

Todo em vagar?


Escuto idílios...

Percorro tiros...

Perto do raio?

Prato de lagos?

Pronto mergulhar?


Amigo Courbet,

Espero irmos aos campos

Onde podemos morrer

Em delírios sagrados

De tanto cheirar

As folhagens inexistentes

Neste humano reduto

De humanas florestas

Desfolhadas...


É engraçado

O nosso conto

De folhas caídas,

Amigo Courbet?


É engraçado

O nosso poema

De folhas queimadas,

Amigo Courbet?


É engraçada

A nossa noveleta

De folhas molhadas,

Amigo Courbet?


É engraçada

A nossa série

De folhas rasgadas,

Amigo Courbet?


Florestas,

Amigo Coubet,

As Florestas,

Ah Ah Ah Ah Ah Ah,

As Florestas Florestas

Florestas Florestas

Que O Antigo Homem

Ergueu,

Que O Atual Homem

Derrubou,

Que O Novo Homem

Do Grande Dia Do Amanhã

Irá Reerguer!


Florestas de folhagens

Que encontram-se

N'almas nossas,

Amigo Courbet,

N'almas nossas

De pinturas lacrimejantes

E versos de seres solitários

Delirantes...


Florestas de folhagens,

Nossas florestas,

Ocultas folhagens

N'almas nossas,

Alma de pintura

Em folhas,

Alma de poema

Em folhas...


E as vossas folhagens,

Irmã humana?


E as vossas folhagens,

Irmão humano?


As ocultas folhagens

D'almas vossas,

Irmãs humanas,

Irmãos humanos,

Abrigam árvores que podem

Ser pintadas

Com a coragem dourada

Do Antigo Homem

E Do Novo Homem

Do Grande Dia Do Amanhã,

E não com o

Atual Homem

Que nada mais é do que

Um Covarde Desfolhado

Ao qual todos vós

Pertenceis?


Inominável Ser

NAS OCULTAS FOLHAGENS

D'ALMA

DE SEU AMIGO COURBET

E NAS DELE PRÓPRIAS




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