Instintivas Passagens E Demais Naturezas Selvagens - Canto I


É do momento da caça

Que faço aqui

O Momento Da Ameaça.


A Ameaça

Da Falha.


A Ameaça

Da Queda.


A Ameaça

Do Nada.


Por mais que os rumores

Sejam de vitórias múltiplas,

Há ainda entre tudo

Que se move diante da pedra

E diante da fornalha

O Símbolo Do Desespero...


O Desespero...


Simbolizado Desespero...


Simbólico Desespero...


Desesperado...


Desesperado

E refém múltiplo

De todos os medos,

Vou seguindo uma conduta

De presa inocente

Diante da Raposa Felpuda

Violentíssima,

A Raposa Que Nos

Caça,

A Raposa Que Nos

Morde,

A Raposa Que Nos

Mata...


Rodeia-nos...


Rodeia-nos...


Humanos,

Humanas,

Sentis A Raposa

Caçando-vos?


Humanos,

Humanos,

A Raposa Caçadora,

Como Ela nos permite

Uma fuga dos campos

De melhores trigos

Que crescem...


Humanos,

Humanas,

Sentis A Raposa

Mordendo-vos?


Humanos,

Humanas,

A Mordida Dela,

As Presas Da Raposa,

Que dor,

Que Dor,

O sangue cai e eu não me

Permito a permissão

De gritar por socorro

Já que mordo meus lábios

E engulo toda Dor

Qual presa que da raposa

Não guarda rancor,

Como vós também fazeis...


Humanos,

Humanas,

Sentis A Raposa

Matando-vos?


Humanos,

Humanas,

Fúria Arrogante

Ela escreve em nossos

Jazigos tolos

No Humano Cemitério,

Nossos pés mordidos e apequenados

Nos fincaram em casas

Feitas de lama cuspida

Pelos Deuses Odiados,

Morremos,

Como morremos,

Mortos,

Como estamos mortos...


Courbet traz a aquarela,

Lá vem a tinta,

Lá vem toda tinta,

Nosso sangue é a tinta,

Eu imito meu amigo,

Me faço um artista,

Meu instinto é um

Labirinto,

Me perco nele e consigo

Encontrar

A Razão de eu ser

Uma presa...


Encontrem vossas

Razões

De serem presas,

Humanos,

Humanas.


Inominável Ser

UMA PRESA

DA RAPOSA

QUE SEU AMIGO COURBET

HÁ MUITO

DOMARA








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