Instintivas Passagens E Demais Naturezas Selvagens - Canto II


A Mulher Reconhecida

Doma O Pássaro Reconhecedor

Da Humana Falta

De Verdadeira Vida,

FLAP FLAP FLAP

RECP RECP RECP

CITU CITU CITU

LITO LITO LITO

IRRO IRRO IRRO,

Eis O Canto

Daquele Pássaro,

É,

Daquele Pássaro

Que todos nós ouvimos

Quando atravessamos

Os calabouços

Do nosso diário aprisionar

Neste mundo que ainda aqui

Está...


Reconheço o odor

Das Feras,

Ferido me vejo como

Uma ferinha

Dominada...


O Crime Do Esquecimento

Do Douro Enriquecimento,

Nosso Crime,

Humanas Ferinhas,

Nosso Crime A Fazer

Aquele Pássaro

Devorar O Nosso Olhar

Reconhecendo Em Nós

Tudo Que Não Somos

Mais!


Que É

A Mulher Reconhecida?


Fruta Dos Vôos

De Intensos Anais...


Que É

A Mulher Reconhecida?


Receptáculo De Doutrinas

De Ordens A Mais...


Que É

A Mulher Reconhecida?


Repouso De Amiga

Da Nossa Esvoaçante Ruína...


Humanos passarinhos,

Humanas passarinhas,

Nossos instintos servem agora

Aos propósitos de vôos

Nada gloriosos,

Rasantes em direção

Ao Pássaro Do Caos

Estamos a

Reconhecer...


A Reconhecer...


O Pássaro Do Caos...


A Reconhecer...


Ei,

O Pássaro Do Caos!


A Reconhecer...


Oh,

O Pássaro Do Caos!


A Reconhecer...


Ora,

Vejam,

Que asas...


Que asas temos...


Que asas

Reconhecemos...


Que vôos

Reconhecemos...


Courbet traz a aquarela,

Nosso assombro apaga

Algumas poucas

Verdadeiras Velas,

Não há orações sagradas

No agora de intenções sagradas

Derrubadas,

Reconhecemos em nós

O Pássaro Do Caos,

A tinta é toda de cores

Caóticas,

As tintas são

Caóticas,

Não me lembro de me

Conhecer,

Me lembro apenas de me

Reconhecer

No Humano Caos...


Passarinhos Da Humanidade,

Reconheçam nos ventres próprios

Os danos dos mundos todos

Cridos por esta

Contemporânea sociedade.


Inominável Ser

CAÓTICO PASSARINHO

RECONHECEDOR

DE COURBET

COMO AMIGO DE TODOS

OS PÁSSAROS MAIORES

E DE TODAS

AS MULHERES MAIORES









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