Lançando A Divina Flecha Em Direção Ao Alto!!!


é tão horrível humanamente

aqui caminhar neste breve

mundo de dessencantantes caminhos

todos obrigando ao fator dos dolorosos

empenhos em dele

esvair-se

qual

flecha...


Mestre Sagitário,

Eis Lançada

A Minha Flecha

Ao Alto!!!


eu sou um enxame vazio de possibilidades

sou um humano ameaçado pela

densidade das diárias mediocridades

e diárias notícias de violências

e horrendas maldades

quero me afastar

esvair-me

qual

flecha...


Mestre Sagitário,

Eis Lançada

A Minha Flecha

Ao Alto!!!


Zeus repousa seus ombros largos

nos humanos montes que são

olimpos de merdas humanas ruminantes

e Júpiter brilha nas noites em que

eu fico a observar o firmamento

com lágrimas tortuosas desejando

esvair-me

qual

flecha...


Mestre Sagitário,

Eis Lançada

A Minha Flecha

Ao Alto!!!


Selene me aconchega em Seus Braços

De Grande Mãe Lunar De Seios

Cujo Leite É Remédio Para Todos

Os Adoentados Terrestres

e a lua grandiosamente cresce aliada

ao meu empenho em

esvair-me

qual

flecha...


Mestre Sagitário,

Eis Lançada

A Minha Flecha

Ao Alto!!!


Lilith Hecate Babalon expõem diante

de mim

as Visões Da Guerra

e quero mesmo Ver a insanidade daqui

ea insanidade de lá

para poder ir lançando daqui

a minha flecha de inominável bardo

do humano lar

esvaindo-se

qual

flecha...


Mestre Sagitário,

Eis Lançada

A Minha Flecha

Ao Alto!!!


valorosamente me dou ao poético trabalho

sou centauro a cavalgar pelos

Campos da Deusa Poesia

do Alto ao Baixo

e atravesso O Abismo

e este maldito humano

Vale De Lágrimas

e todos os Vales De Lágrimas

dos Baixos E Mais Baixos Mundos

corajoso e destemido choroso bardo

esvaindo-se

qual

flecha...


Mestre Sagitário,

Eis Lançada

A Minha Flecha

Ao Alto!!!


Mestre Sagitário,

Eis A Ponta

Da Minha Flecha

Atingindo O Alto!!!


Mestre Sagitário,

Eis-Me Alto Arqueiro

De Altas Flechas

Lá No Alto!!!


Inominável Ser

ARQUEIRO LÁ

DO ALTO

CAIDO AQUI

NO BAIXO







Comentários

Átila Siqueira. disse…
Quanta intensidade nessa poesia, adorei a analogia entre mitologia e realidade, e a crítica da realidade frente a decepção com a utopia metafísica da mitologia. Isso é o grande fator da crise das identidades de hoje em dia, causador do grande niilismo que sentimos, e de nossa febre de solidão e da doença desse século, que é a depressão.

Vi tudo isso em suas palavras, que clamam pelo ideal e repudiam a nossa realidade, em uma tristeza intensa, da qual compartilho contigo.

Tem alguns filósofos que tratam muito disso. Depois me mande e-mail se quiser: atilasiqueira1@yahoo.com.br

Quanto ao meu livro, tu podes adiquiri-lo entrando em contato comigo, ou pelos locais que eu indiquei em meu blog. E fico extremamente grato pelo interesse em minha obra.

Resolvi visitar esse blog, porque você tem muitos outros, e depois passo neles, embora eu esteja muito sem tempo ultimamente.

Um grande abraço,
Átila Siqueira.

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