A Ninfa Dos Vôos Das Águas Da Antiguidade


Águas

Da História,

inundai a presença

das

Antigas Auroras

em meus

novos crepúsculos

de bardo

não-considerado,

não-comentado,

não-reconhecido,

não-valorizado,

não-lido,

afogado na angústia

do esquecimento,

afogado na dureza

da solidão...


Mas,

Ninfa,

eu ainda insisto

em derramar

toda lágrima

pelo que perdi,

pelo que

a Humanidade

perdeu,

eu sou assim,

antigo bardo

de um perdido

tempo feliz,

tempo

que as

Águas Da Antiguidade

apresentam-me

banhando Vosso corpo

nu...


A chuva intensa

cai agora

sobre esta

floresta selvagem

de todos os crimes

e de poucos castigos,

Tu assim

nua,

Ninfa,

vem tecendo,

em vôos

pelas Constelações

De Cronos,

a formação de rios,

de cachoeiras,

de lagos,

de mares,

de oceanos,

que expõem

diante do meu

lacrimoso olhar

de bardo

A Antiga História...


Meus pais,

minhas mães,

meus irmãos,

meus amigos,

meus inimigos,

meus amores,

minhas alegrias,

minhas vitórias,

minhas tristezas,

minhas derrotas...


Os Pais Do Mundo,

As Mães Do Mundo,

Os Irmãos Do Mundo,

Os Amigos Do Mundo,

Os Inimigos Do Mundo,

Os Amores Do Mundo,

As Alegrias Do Mundo,

As Vitórias Do Mundo,

As Tristezas Do Mundo,

As Derrotas Do Mundo...


Sou tão pequeno,

Ninfa,

diante da

História Do Mundo...


Sou mui pequeno,

Ninfa,

mas,

mesmo assim,

continuo

lacrimoso

bardo

nadando

e

voando

em

versos

nascidos

no

tempo

antigo....


Inominável Ser

MOLHADO

PELO CORPO NU

DA NINFA

QUE VOA

PELAS ÁGUAS

DA

CONTEMPORANEIDADE







Comentários

Postagens mais visitadas