A Amarga Maça Que Ainda Mastigamos


Retomando um antigo

caminho de pensamentos,

minha imortal memória

lembra-se,

nestas

vinte e uma

horas

e dezessete

minutos

da vigésima marcha noturna

da setembrina metade

do ano de

dois mil

e nove

da

Era De Aquário

do humano tempo

astrologicamente

contável,

da miríade que de Lá

aqui caiu

como penalidade

por ter saboreado

uma Amarga Maça

que,

para infelicidade

dos que querem

jogá-la fora

do Espaço Universal,

ainda mastigada

está sendo...

Não tenho

vergonha,

não tenho

medo,

não tenho

receio,

dentre todos aqueles

da turba quedante

que hoje na Terra

está sendo depurada

e separada

pela Guerra,

eu sou mais um

Adão nu que caiu

enroscado ao corpo nu

de uma Eva,

mastigando

A Amarga Maça

Da Queda...

É de desesperar,

silenciosas lágrimas

brotam-me n'alma

e não estou solitário

no silencioso choro

que ouço

por todo lado

da humana frota navegante

no terrestre mar

que não inunda

todo o território

por onde

A Amarga Maça

cresce sem cessar...

Mastigam-Na

aqui...

Mastigam-Na

por aí...

Mastigam-Na

por lá

onde um caminhante

de venenosos passos

sorri para o nosso

mal-estar...

Não,

O Sorridente

Venenoso Caminhante

não se chama Satan,

Ele se chama

Ser Humano,

o único comedor,

ainda,

da Amarga Maça

neste mundo

entre todos os mundos

aprisionantes

de mastigadores Dela

como nós...

Mastigamos...

Mastigamos...

Mastigamos...

Mastigamos...

Mastigamos...

Mastigamos...

Mastigamos...

Mastigamos...

Mastigamos...

E Ela nunca

nos sacia...

E Ela nunca

finda-Se...

E Ela vai

fazendo cair

mais baixo

a muitos de nós

que não se arrependem

do primeiro estrago

Lá Em Cima

pela primeira mordida

Nela

causado...


Inominável Ser

ESFORÇANDO-SE

PARA PARAR

DE MASTIGAR

A AMARGA MAÇA







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