O Que Tens Para Mim Em Seu Lânguido Olhar, Inominável Deusa?


O silêncio bate bem forte,

a solidão ainda recai

nestes meus ombros

tão abalados

e tão cansados

de toda minha

má morte

e nenhuma fagulha

de sorte.


Sou o túmulo

de mim mesmo

em uma dança com

Deuses que riem

de meus desencantos

e fracassos

enquanto lágrimas

escorrem poderosos

de meus castanhos

tristes olhos.


E eu sinto o

Vosso Olhar,

Inominável Deusa,

saída de algum

conto de fadas

ou de uma mitologia

que meus dedos

fabricam

a cada sonhador dia

que passa.


Vosso Olhar,

tateando meus escombros,

vasculhando as ruínas

dest'alma cigana alma

minha minada

em um desencontrado mundo

de erros meus

e poucas centelhas

de acertos válidos.


Vosso Olhar,

que parece já ter

percorrido aquelas terras

que nem as lembranças

das Névoas Astrais

conseguiram reter,

As Primeiras Terras

de Universos e Criações

que nem mesmo

Aquele Que Nos Moldou

diante de Si Mesmo

Sabe como foram.


Vosso Olhar,

Inominável Deusa,

uma espada que corta

de modo lento,

uma adaga que perfura

de modo intenso,

uma navalha que rasga

de modo sereno,

tão conhecido meu

quanto todos os olhares

que guardo

das Deusas a mais

cujos Nomes esqueci

e que surgem em meus

versos por aqui,

por ali

e por lá...


Olhar

na Escuridão,

Olhar

na Luz,

que destino,

enfim,

dentro aqui de

mim assim

sem fim,

Inominável Deusa,

tenho que dar

a tempo de

compreender

o tipo de Olhar

que Vós tendes

para mim?


Não é um

Olhar

piedoso...


Não é um

Olhar

amoroso...


Não é um

Olhar

amigo...


Não é um

Olhar

inimigo...


É um

Olhar

indicando-me

Um Caminho...


É por tal

Caminho,

Inominável Deusa,

que as borboletas

jazem enterradas

e felizes

abaixo de infinitas

douras folhas

de árvores eternizadas

pelo Pai Tempo?


Inominável Ser

COMPREENDENDO

O OLHAR

DE UMA

INOMINÁVEL DEUSA







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