Meditando Na Madrugada De Uma Noturna Fada



As noites nos aproximam dos antigos

tempos,

noites são no Tempo

as Antigas Palavras,

as Palavras dos Deuses Mortos,

Aqueles Antigos Reis

nesta Terra venerados.


Sagradas Filhas daqueles tempos

ainda estão em nosso redor,

ouço as lágrimas

em cânticos de tristezas

de uma Delas

a meditar

no Riacho Da Água Do Ar.


Medito,

a madrugada corre

como as antigas madrugadas,

me lembro do caminho

da encruzilhada movendo-se

na direção do Riacho,

diante do Vale...


Medito,

surgem outros...


Medito,

surgem outros

seres bem antigos...


Medito,

surgem mais outros

seres de um

saudoso antigamente...


Medito,

surgem

antigos que cantam

em suas lágrimas

as saudades...


Medito,

sugem

antigos habitantes

do antigo mundo

que a Terra era

em Luz...


Medito,

surgem

antigos do Antigo,

caminhantes de

pés descalços

e almas respirando

o antigo odor das coisas...


Medito,

Fada...


Medito,

Fadas...


Medito,

Ninfas...


Medito,

Faunos...


Medito,

Sátiros...


Medito,

Duendes...


Medito,

Noite...


Fadas,

Ninfas,

Faunos,

Sátiros,

Duendes

Noturnos,

não somos destes novos tempos...


Nos antigos tempos,

nossos cânticos pertenciam

à Alegria Mais Alta

De Toda A Criação:

A Canção Da Unidade

Para A Qual Até Os Deuses

Se Curvavam Em Oração.


E hoje,

hoje,

cantamos a deterioração

de uma Humanidade

sanguinária,

perdida

e sempre nova em


podridão.


Inominável Ser

DOS

ANTIGOS TEMPOS







Comentários

Aмbзr Ѽ disse…
belo poema. fã da estrutura de seus versos.

http://terza-rima.blogspot.com/
Inominável Ser disse…
Agradecido fico pelo comentário, Amber. Sempre aqui verta tuas lágrimas, fiques à vontade.

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