Soneto D'Amor Para Uma Fada Maior


Fada,

augusta tem sido

a minha falta

de dourada vestimenta.


Estou tão pobre,

sou um exemplo

de um tempo

sem sorte.


Estou muito pobre,

as antigas riquezas

que preenchiam-me a mesa

perdidas foram nas correntezas.


Um dilúvio de desgraças

nesta Terra desgraçada

levou-me as riquezas,

levou-me as asas.


Fada,

minhas asas arrancadas,

minhas crenças antigas

no pó estragadas.


Sinto muito,

Fada,

a falta do carinho

de um Ser da Natureza.


Fala comigo,

Fada,

quero me sentir amado,

quero amá-La.


Amá-La como

a Grande Irmã

que sei que Tu és

dos que te amam.


Amá-La como

a Grande Mãe

dos lacrimosos bardos

que até Ti se achegam.


Amá-La como

a Grande Sacerdotisa

do Rito Da Verdadeira Vida

buscada pela minha sina.


Amá-La como

a Grande Rainha

que governa as Fontes

Da Verdadeira Felicidade.


Queria poder sorrir,

sorrir os sorrisos

que me elevassem

aos firmamentos-sem-fim.


Queria poder me alegrar,

enxugar cada lágrima

em meu mal-estar

e bem-estar Contigo Lá.


Lá,

Fada,

onde Gaia

nos pariu.


Lá,

Fada,

onde Gaia

nos chama.


Lá,

Fada,

onde Gaia

chora...


Inominável Ser

CONTINUANDO

A CHORAR

COMO GAIA

INCESSANTEMENTE

CHORA







Comentários

Postagens mais visitadas