Para Uma Inominável Guerreira


Ouvi sobre ti,

Inominável Guerreira,

ainda nos tempos

da espada de bronze

nas áridas guerreiras terras

da Assíria.


Era eu destemido

seguidor de Marduk,

gritava nomes de sangue

e rugia como leão

sedento por este

mesmo sangue.


Brandia minha espada

e ouvia todos os contos

acerca de Tua

Eterna Espada,

Espada que rasgou

O Ventre Da Criação.


Eu rugia guerreiro

naquela existência,

continuei rugindo

em roupagem grega,

em roupagem romana,

em roupagem gálica...


Rugia,

Inominável Guerreira,

e me lembrava

de Tua Face

a mim apresentada

enquanto ouvia-lhe as façanhas.


Rugindo,

Inominável Guerreira,

vivi em inumeráveis

outras roupagens,

sempre me lembrando

das Vossa Única Roupagem.


Rugindo,

Inominável Guerreira,

alcancei esta roupagem

e neste domingo

de guerreiro sol

lembro-me de poetizar-te.


Rugindo,

Inominável Guerreira,

Vejo neste poético

guerreiro momento

que Tu fostes chamada

de Atena e Morrigan e Frigga.


No entanto,

Inominável Guerreira,

Teu Verdadeiro Nome

Pertence Ao Sagrado Mistério

Das Forças Cósmicas

Da Espada Da Unidade.


Nome que nenhum

humano de nada,

como eu,

como todos,

nos mundos como a Terra,

poderão rugindo conhecer.


Inominável Ser

PARA UMA

INOMINÁVEL

GUERREIRA

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