À Deusa Atena - Canto I





Vasto É O Eterno Brilho Daquela Que Nasceu Do Pensamento Do Raio. Ela É Também Raio, Ascendendo Nos Pensamentos Do Alto, Caindo Sobre Os Pensantes Do Baixo. Com Sua Lança, É Uma Guerreira Nos Braços Da Eternidade. Com Sua Sabedoria Mais Do Que Eterna, É Uma Dama De Altíssima Roupagem. Dama Que Um Dia Perdi, Um Dia No Qual Cego Entre Cegos Esmaguei Aos Meus Pés A Coroa De Louros Que Um Dia Portei… Dama Que Retorno A Buscar Nesta Era De Lata Que Sobre Nós, Mortais, Está! Busquem-Na Comigo, Humanos Irmãos, Vamos Juntos Percorrer A Estrada Invisível Que Até Ela Irá Nos Guiar!

Quando olho
A estrada antiga
Na qual
Um dia caminhei
Cego
E tolo
E roto,
Angustio-me morno
Na fria verdade
Do meu arrependimento.
Uma vez eu caminhava
Por uma outra estrada
E meus pés cortaram-se
Em cacos de vidro
Postos no asfalto esburacado.
Ajoelhei-me para retirar
Dos meus pés
Aqueles cacos
E fui tocado por
Uma Senhora respeitável.
Aquelas mãos Dela
Acariciaram os meus
Vários rostos
Que O Tempo me traz
À mente mortal
No Ontem,
No Hoje,
No Agora Que É
Todo O Amanhã.
Aquela Senhora beijou-me
Em todos os meus lábios
Como Doadora
Do Dom Das Verdadeiras
Palavras Verdadeiras.
Aquela Senhora abençoou-me
Em todas as minhas mãos
Como que a sagrar
O Dom Da Escrita
Nelas a textuar-se.
Aquela Senhora retirou
Todos aqueles cacos de vidro
Dos meus pés.
Aquela Senhora está
Auxiliando-me a não ser mais
Cego
E tolo
E roto.
Aquela Senhora suaviza
Delicadamente Mãe
Todos os meus momentos
De angústia.
Aquela Senhora respeitável
Era A Deusa Atena,
A Mãe Da Sabedoria Eterna,
A Mãe Da Filosofia Eterna.
Aquela Senhora é
O que eu encontro
Em minha nova estrada.





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