À Deusa Atena - Canto II


Pallas Athena - Rembrandt



Querida Atena,
Esta é uma hora
De soberana serenidade
Desta minha alma
Desesperadamente ansiosa
No Útero Da Eternidade.
É uma hora
Para refletir sobre
Minhas danças feitas
Na ponte acima
Do Humano Abismo.
É uma hora
Para erguer todo
Meu pequeno pensamento
Ao Vosso Grande
Pensamento.
É uma hora
Para deter todo
Danoso arroubo
Do ignorante instinto
De minha carne.
É uma hora
Para derreter todo
Ardente frio
Um tanto quanto grande
Do meu dolorido
Coração tão humano.
É uma hora
Para descansar
Meus cansados pés
Feridos pelas pedras
Das estradas que já
Intensamente percorri.
É uma hora,
Apenas uma hora,
Querida Atena,
Na qual mais uma vez
Me desfaço da mentira
Da materialidade
E me entrego
Ao Vosso Eterno Sábio
Espírito Equilibrado.
Preciso da Senhora
Nesta hora,
Na próxima hora
E em todas as horas.
Preciso da Senhora,
Deusa Atena,
Em mais uma nova estrada
Que estou a percorrer.
Uma nova estrada
Nada suave,
Nada segura
E nem a última estrada
Que percorrerei.
Peço Vossas Mãos,
Então,
Para conduzir-me,
Querida Deusa
Atena.
Para que eu
Não caia.
Para que eu
Não desista.
Para que eu
Não me perca.




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